Tchau, porque não gosto da palavra Adeus.

Ouvi um CD inteiro da Cassia Eller nos fones, deitada embaixo do sol, antes de vir aqui. Dessa vez dei mais atenção para a All Star, que tem sido a música que mais venho escutando nos últimos seis meses. Como último questionamento, deixo: 

Jamais vou entender porque as pessoas pensam que música envelhece. Não existe música velha, existe lembrança antiga.

O caso é que eu estou me despedindo do Um-tanto-bem-maior, que já se chamou That Smell, o nome de uma música do Nirvana que eu fingia gostar em um passado distante. Um tanto bem maior é uma música bonita, de uma banda, que hoje percebo, ser bastante performática. Esse Tumblr, assim como outros dois mais antigos, me salvou de mim junto com um liro chamado Morangos Mofados. Esse blog registrou momentos de puro e total de desespero, assim como alguns dos mais puros, únicos, inesquecíveis, sensíveis e verdadeiros momentos de felicidade que tive. Do meu céu ao inferno, entre os momentos bons e ruins e tudo o que existiu entre eles, escrevi, tangencialmente a minha história aqui. A história de uma garota, uma mulher, uma menina, a minha história, não só nos adjetivos femininos, mas a mim, como pessoa. A história de alguém que há anos engole seu coração aos poucos, sentindo o quão difícil é permiti-lo passar pela garganta. Eu não quero mudar os personagens dessa história, e acredito que não vou, eu quero mudar a protagonista.

Continuarei acreditando em encontros, e principalmente em reencontros. Manterei meus textos, minha poesia piegas de internet, e as fotografias da minha alma continuaram sendo tiradas, aos poucos. 

Não, eu não vou desistir dela, aliás, eu fiz uma carta pra ela, mas essa é impublicável por aqui, mesmo que apenas eu tenha acesso, acho que a carta que eu fiz pertence somente a ela, e não, eu não vou esquecer ou desistir dela, eu vou reencontrar ele!

Continuarei com a minha inigualável fé. Na vida, nas pessoas que eu amo, nos dias, e em Deus.

Continuarei escrevendo, em outro blog, pois isso faz com que eu me sinta viva, e mesmo que agora eu esteja um pouco descrente em mim, eu sei que vou me achar, e vou achar aqueles que eu amo, mas para isso eu preciso amadurecer. A vida é feita em ciclos, ciclos que se abrem e se fecham, mas isso não quer dizer que as pessoas, os momentos, os sentimentos e as atitudes se percam para sempre. Precisamos fechar um ciclo para abrir outro, mas nada jamais no impede de visitar um ciclo antigo, e acredite, ainda virei muito aqui para revisitar minhas memórias, sem nostalgia, essas páginas sabem como odeio nostalgia.

Eu agradeço a cada bloco e notas aqui postados e eu pela primeira vez sinto, que, sei, que sou, um tanto, bem, maior.

Junho 2011 - Agosto 2016

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“Pois logo a mim, tão cheia de garras e sonhos, coubera arrancar de seu coração a flecha farpada. De chofre explicava-se para que eu nascera com mão dura, e para que eu nascera sem nojo da dor. Para que te servem essas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve essa cruel boca de fome? Para te morder e para soprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem essas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir." 

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Em paz

Acho que nenhum de nós sabe exatamente quem é. A questão é que todos nós estamos sempre tentando ser o que ainda não somos.

Eu passei muito tempo tentando descobrir como eu deveria ser para ser legal, desejável, ou amada. E pela primeira vez, pela primeira vez em muito tempo, eu aceito não ser uma pessoa atraente ou apaixonante. Eu cansei de tentar parecer com os outros. Eu não tenho mais medo de ser coadjuvante, porque pra mim, para mim mesma eu sou a protagonista. Mesmo que eu não saiba exatamente quem sou, ou que eu não tenha as melhores falas, os melhores planos e os textos mais impactantes e emocionantes. Pela primeira vez, em muito tempo, eu estou em paz comigo, e talvez isso seja graças a uma carta muito sincera de três páginas que escrevi, ou talvez isso seja graças a Deus, mas eu estou bem. Eu estou em paz.

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Quanto mais os anos passam, mais complexas as pessoas ficam.

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Meu objetivo de vida agora é chegar aos 66 anos e ser como esses idosos, que quando oferecemos lugar eles recusam sorrindo e dizendo que o direito do lugar é de quem chegou primeiro.

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Até superar alguém dói.

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Algumas pessoas merecem ser abraçadas com os dois braços.

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E que tal admitir que quanto mais tento esquecer, mais aproximo? E que quanto mais desejo a felicidade mais gostaria de estar compartilhando com. Admitir que os pesadelos ainda vai demorar a passsr e que sem ou por querer o pensamento ainda voará longe.

Que tal admitir que eu não me achava capaz de administrar essa felicidade por razões tão reais e sólidas que me fizeram abrir mão dela. Admitir que eu quero sim a minha felicidade. A felicidade alheia e até a felicidade em comum, mas que eu não faço ideia de por onde começar a buscá-la.
Admitir o que é real agora dentro de mim, pode me ajudar a voltar a caminhar, ao menos, um pouco, ou pelo menos a sair da minha posição de receptora dos acontecimentos do mundo.

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Maior desafio do ensino nas escolas públicas: fazer com que os alunos não levem bola de futebol.

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Minha próxima monografia vai ser sobre as dificuldades de tentar comprar calça jeans no Brasil, onde 40 é considerado numeração de gordo. Vou dedicar um capítulo a explicar onde é a cintura, e que “cintura baixa” não existe, existe pélvis. E outro capítulo para falar da inutilidade sobre os bolsos falsos, dos quais só percebemos quando vamos tentar usar. Se não tiver bolso, não finge que tem.

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Sempre me perguntei se as pessoas sentem o mesmo amor que eu sinto. É um amor tão forte, tão genuíno e irreal no mundo físico, que me pergunto, ao ouvir meus amigos falando dos amores deles, se esses amores se igualam na magnitude ou na peculiaridade do meu amor. Sempre os escuto, por dentro a indagar-me curiosa: “Será que esse amor aí é que nem o meu amor aqui?” E depois de quase ter certeza que “Sim, é o mesmo amor!” e quase ter a mesma certeza de que definitivamente “Não, são amores diferentes!” Eu finalmente consigo entender que nao é o amor que sentimos pelas pessoas que nos assemelham e sim a tristeza da rejeição. Perceba, poucas pessoas descrevem a beleza do amor, mas todos sabem detalhar suas dores. Sofremos de forma semelhante, mas não amamos nem de longe, de um jeito igual.

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O sonho

Amar é como estar em um balanço no espaço, assistindo todos os planetas se alinharem.

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Quanto tempo dura a dor de um amor?

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Eu nunca tive grandes problemas com perder pessoas, talvez porque eu acredite que ninguém se perde pra sempre de ninguém. Hoje foi o meu último dia com uma turminha de crianças que conheci em maio, lá tinha todo tipo de criança com todo tipo de família, problemas e virtudes, desde autistas, criativos, tímidos, adotados, doces, agressivos, órfãos e inteligentes. E eles estiveram comigo em alguns dos momentos mais críticos que vivi, e todos os dias, sem falta, eles me perguntavam se eu não ia colocar o sorriso desenhado no sol e se eu iria contar uma nova história. Não podia dizer para eles que não iria mais vê-los e eu não pude me despedir como normalmente nos despedimos das pessoas, só que como toda despedida de quem amamos, doeu bastante, e eu não consigo parar de chorar, porque algumas coisas são tão boas, mas tão boas nas nossas vidas, que a imensidão da felicidade que nos trazem, faz com que choremos, não por tristeza, mas por gratidão. É normal perder, é normal encontrar e é normal reencontrar. Sejam gratos por todos os momentos bons que vocês tiveram, e principalmente, nunca tenham medo de transbordar, porque quando a gente tem medo de transbordar, também não temos razão para chorar de felicidade por tudo o que vivemos e ainda podemos viver, pois como já dizia Caetano, se tem alma para dar, dê.

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Ando orando muito. Muito por esses sentimentos que ando tendo nos últimos tempos. Muito por um hábito saudável que adquiri. Ando orando muito porque tenho fé. Eu acredito Nele e ás vezes acredito em algumas outras coisas também. Mas toda vez que tenho orado sinto como se alguém estivesse ao meu lado, uma nova sensação, nem tão nova assim, mas que tem se feito mais presente. E eu sei que Ele está. E antes de pedir, pedir e pedir eu agradeço, e quando agradeço, faço questão de fechar os olhos e me lembrar exatamente pelo que estou agradecendo, e quando revivo as sensações, quando me permito sentir de novo as alegrias, eu percebo, Ele me ajuda a perceber que toda essa dor de agora é momentânea e que tudo, que absolutamente tudo é possível. Ando orando muito, e é isso, que hoje e sempre, mais me ajuda a viver.

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